| Durante uma entrevista longa, o deputado foi questionado sobre vários assuntos. Além da saúde, falou sobre segurança pública, Zoneamento Socioeconômico Ecológico (ZSEE), política e eleições 2010.
“Temos que parar de falar quem tem mais condições e quem tem menos, nós temos que fazer a nossa parte, ninguém mais é bobo, nós (poder público) temos que responder as demandas”, declarou Savi ao elogiar a postura do isenta do novo secretário de Estado de Saúde, Kamil Fares, que desde que assumiu a pasta, em vez de procurar culpados para a crise na saúde, apresentou propostas para solucionar os problemas.
Entre as propostas apresentadas pelo secretário o deputado destacou implantação do Hospital da Criança, do Hospital Metropolitano de Várzea Grande e do Centro de Referência da Mulher, para acabar com as filas de espera, e a conscientização para que os hospitais regionais passem a funcionar como pronto-socorros municipais.
Savi também destacou a necessidade de o Estado implantar um Centro de Tratamento para dependentes químicos. Para o parlamentar, é necessária uma ação imediata nesse sentido. “Hoje o que temos são casas de apoio mantidas por igrejas e outras instituições. Então, temos que ter um ponto de apoio do Estado nesse sentido e manter essas parcerias porque de todas as clínicas do país, a maior e melhor é a clínica da fé”, avaliou.
Ao ser abordado sobre o episódio que culminou com a morte do policial militar de Alagoas, Abinoão Soares Oliveira, durante treinamento de ‘Tripulante Operacional Multimissão’ em Cuiabá, o deputado pediu desculpas em nome do Estado e criticou a prática de treinamentos que levam os policiais ao limite de sua capacidade física.
Para o parlamentar, a Assembléia Legislativa, através da Câmara Temática, pode convocar os instrutores para que eles expliquem o porquê desse tipo de treinamento. “Já está provado que esse método que muitas vezes extrapola os limites físicos é ultrapassado. E é preciso questionar de que maneira o policial que recebe esse treinamento vai abordar o cidadão. Vai reproduzir os mesmos métodos?”, questionou.
O combate ao tráfico de drogas também foi um dos assuntos da entrevista. Segundo o parlamentar, o policiamento ostensivo tem dado mais confiança à população, prova disso é o aumento das denúncias anônimas que o Estado vem recebendo. “Estive ontem conversando com o Comando Geral e sabemos que se uma “boca de fumo” se mantém é porque tem “costas quentes”. Vai haver represálias, é um negócio de milhões e tenho certeza que esse movimento do Gaeco vai continuar e que vai cair muita gente grande”, sentenciou.
Sobre o ZSEE, o deputado afirmou que a Assembléia Legislativa tem a obrigação de fazer com que os encaminhamentos tirados nas audiências públicas cheguem até o governo federal. Para o parlamentar, é preciso que haja bom senso ao tratar sobre o assunto. “Nós sabemos que não podemos avançar sobre o pantanal, sobre a Amazônia, sobre as áreas de reserva. Mas podemos trabalhar nas áreas consolidadas, que há 20, 30 anos já são utilizadas para o plantio de soja. Não podemos inviabilizar a produção de um Estado que contribui consideravelmente para o PIB nacional”, avaliou.
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