| Presidida pelo deputado estadual Mauro Savi (PR), a audiência contou com a presença de representantes do poder público, do Movimento Brasil Mata Viva e de produtores interessados em aderir ao projeto. O deputado José Riva foi representado pelo assessor parlamentar Xisto Bueno. “A discussão foi muito importante para esclarecer as dúvidas dos integrantes do projeto e dos interessados em aderir a ele”, destacou o parlamentar.
O representante do Movimento Brasil Mata Viva, Anderson Alexandre, iniciou a explanação com a apresentação de um vídeo sobre o projeto e em seguida discorreu sobre cada uma das etapas da metodologia Brasil Mata Viva. “Após a adesão dos produtores, faremos o levantamento da tipologia e o georeferenciamento para em seguida fazer o inventário do estoque de carbono”.
O inventário do estoque de carbono é necessário porque um dos pontos centrais do projeto é o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), ou seja, o produtor vai receber por deixar a mata em pé ou por recuperar áreas degradadas. “Uma área que tenha 100% de floresta pode estocar até 1200 toneladas de carbono por hectare e cada tonelada é vendida a U$ 6”, ressaltou ao lembrar que o comprador tem o direito sobre este estoque de carbono por cinco anos, depois desse período terá que pagar novamente pelo ativo ambiental.
Concluído o inventário das propriedades, os títulos de créditos de carbono serão registrados pela empresa Markit Environmental Registry e, em seguida, negociados na Bolsa de Títulos e Ativos Ambientais do Brasil (BTAAB), inaugurada em 16 de março de 2010, em Goiânia.
Depois da primeira palestra, o deputado Mauro Savi passou a palavra para os demais representantes da mesa para que fizessem suas considerações iniciais. Por fim, o parlamentar abriu para o debate com os participantes que aproveitaram para esclarecer várias dúvidas em relação às obrigações e aos direitos dos integrantes e das empresas envolvidas no processo.
Por apresentar uma proposta nova, o projeto levantou muitas dúvidas dos agricultores e também do poder público, principalmente em relação a custos e benefícios. No entanto, todos os questionamentos feitos foram respondidos pelos representantes do projeto. “Acho que é uma saída, porque nós enquanto produtores estamos engessados, pois não temos como preservar e ficar com todo o ônus”, avaliou o produtor Ivan Dardengo que já inscreveu sua propriedade de 1.600 hectares no projeto e vai inscrever também uma segunda propriedade, que administra, com 7.700 hectares.
O prefeito de Nova Maringá, Oscar José de Carvalho, avaliou que o projeto traz uma grande expectativa, tanto para o produtor quanto para o município, uma vez que com a viabilização da matriz produtiva, vai gerar emprego e renda e, consequentemente vai aumentar a arrecadação municipal.
O vice-prefeito de São José do Rio Claro, Natanael Casavechia, agradeceu a presença do deputado Mauro Savi e destacou que o projeto Arinos Mata Viva é uma oportunidade que o produtor tem de preservar e também receber. “Eu vejo nesse projeto um grande passo para São José do Rio Claro”, disse.
Ao encerrar a Audiência Pública, o deputado Mauro Savi agradeceu a presença de todos e destacou a importância da iniciativa como uma alternativa de renda e de conservação ambiental. “Junto com esse projeto vem o selo verde, o boi verde, vem a legalização das propriedades, e hoje as grandes instituições estão de olho na questão ambiental”, finalizou.
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